História

Nordestina é um município brasileiro do Estado da Bahia, sua população estimada em 2010 era de 12.371 habitantes, com estimativa de 13.552 habitantes em 2016. Situado na microrregião de Euclides da Cunha e mesorregião do Nordeste Baiano, ocupando uma área de 465,407 Km2. Sua densidade demográfica é de 26,38 habitantes por km2. Limita-se com os municípios de Quijingue, Queimadas, Cansanção e Santa Luz. A distância entre Nordestina e Salvador é de 259 km. O acesso, a partir de Salvador, é efetuado pelas rodovias BR-324, BR-116, BA-120, num percurso total de 340 km.

O Município de Nordestina está inserido no contexto cultural da Região semi-árida do Nordeste, assim comporta-se dentro das necessidades socioculturais de tantos outros. Desde meados do século XIX, já nestas terras “ desertas” há indícios que apontam para possíveis habitantes restritos a localidades distintas desta paisagem conferindo o seu caráter histórico e geográfico nacional. Por ocasião da ocorrência do fenômeno de Canudos na Bahia suas paisagens já eram exploradas por viajantes que avançavam para o Norte do Estado. Em relato de “Cadernetas de anotações” o renomado escritor nacional Euclides da Cunha mestre da obra “Os Sertões” menciona localidades pertencentes atualidades ao Município. Seus registros oficiais datam de 1937 porém existem fortes indícios da presença humana desbravando estas terras semeando as primeiras raízes de um processo imigratório que se manteve por muitos anos, resultando neste povoamento. De um anterior local por denominado Fazenda Cajueiro, mais tarde Cajueiro, que alcançou rápido desenvolvimento, se formou o município hoje denominado Nordestina. Município criado com território desmembrado de Queimadas, por força de Lei Estadual de 9 de maio de 1985.

O Município possui histórico relevante sendo nele descobertos fósseis pré-históricos na década de oitenta e jazidas minerais de outro e diamante sendo explorados até então. Atualmente uma empresa denominada LIPARI MINERAÇÃO Ltda. ocupa-se da exploração do diamante em seu território.

Como fonte de renda, o município possui o garimpo. No início dos anos 80, Nordestina recebeu os primeiros visitantes que reconheceram na região, um grande potencial para encontrar uma rocha conhecida como Kimberlito que é formada em erupções vulcânicas e, em alguns casos, transportam diamantes do interior da terra para superfície.

O município produz uma agricultura de subsistência de pequeno e médio porte. Apresenta, em pequena escala, a produção do sisal. A pecuária se desenvolve em média quantidade. O comércio é bastante diversificado e atende às necessidades da população local. No que diz respeito aos aspectos culturais e religiosos, Nordestina possui várias manifestações a destacar:

  • Festejo de Reizado destacando-se o “Grupo de Cantadores Reis” da Fazenda Lagoa dos Bois;

  • Festa dos velhos no Povoado de Mari;

  • Festa de carnaval na Fazenda Lagoa da Cruz;

  • Festejo de São José da Capela (Procissão e novenário anuais);

  • Festejo de Aniversário da Cidade (Tradição);

  • Festejo de Santo Antônio (Jacú);

  • Festejo de São João com Árraiás nas comunidades e Festejos religiosos;

  • Festejos de São Pedro no Povoado de Angico;

  • Festejo Julino de Rua Nova;

  • Festas religiosas de terreiros de Umbanda e Candomblé;

  • Festas de Vaqueiros e Fazendeiros;

  • Festejos de Natal e Ano Novo (religiosos e cívicos).

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